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quinta-feira, 20 de junho de 2013
Revista Carta Capital
Qual desfecho os protestos vão produzir?
A extrema esquerda sonha com a revolução socialista, enquanto a direita quer derrubar a Dilma na marra
por Chico Mafiltani — publicado 19/06/2013 13:56
[Manifestação em São Paulo]
por Chico Mafiltani — publicado 19/06/2013 13:56
[Manifestação em São Paulo]
Manifestante picha o prédio da Prefeitura de São Paulo, no início da noite de quarta-feira 18
Na quarta-feira 18, quase 30 anos depois do memorável primeiro comício das Diretas Já, voltei à Praça da Sé. Naquele 25 de janeiro de 1984, todas os mais de 500 mil manifestantes que estavam lá no comício (chamado pelo Jornal Nacional da TV Globo de "festa" pela comemoração do aniversário de São Paulo) queriam a mesma coisa: o fim da Ditadura com a realização de eleições diretas para Presidente da República.
Ao voltar lá encontrei uma maioria de jovens estudantes idealistas, em grande parte organizados pelo Psol, PSTU, Partido da Causa Operária, Partido Comunista Operário, União da Juventude Socialista, entre outros. Esses estudantes gritavam pela revogação do aumento da tarifa, contra a Rede Globo, o Datena, o governo (qual?), a Copa, o Haddad e por uma revolução socialista.
Os manifestantes de classe média preferem levar cartazes contra Dilma. Com o apoio da elite anti-PT nas redes sociais, querem derrubar Dilma e também cancelar a Copa. Enquanto bares, lojas e restaurantes do entorno da Praça da Sé fecham freneticamente as suas portas, seus empregados se juntam aos demais trabalhadores do centro, em apressados passos para os ônibus e metrô, para tentar chegar em casa, depois de mais um dia exaustivo de trabalho.
Chegam cada vez mais manifestantes. Bandeiras de partidos são baixadas no grito. Só a do Brasil pode tremular sob aplausos. Homens mais velhos e mais bem vestidos distribuem, às centenas, panfletos, em papel de boa qualidade conclamando empresários a boicotarem o pagamento de impostos. Outros estudantes gritam palavras de ordem contra os donos das empresas de transporte coletivo. Muitos gritam contra a corrupção dos políticos. Não se veem PMs. Uma parte da manifestação vai para a frente da Prefeitura. A principio, em paz . Mas um grupo comandado por um "parrudo" rapaz de camisa branca, mais bem vestido, cabelo bem cortado e máscara contra gás novinha começa o ataque à Prefeitura. Entre pedradas, chutes, tiros de rojão desferidos por ele, o rapaz de vez em quando para e fala ao telefone. E chama mais mascarados para o ataque. Seria um provocador de direita querendo ver o circo pegar fogo? Logo depois botam fogo de verdade, em um caminhão de transmissão ao vivo da Record.
Mesmo assim muitos jornalistas das tevês, rádios e jornais elogiam a manifestação. Engraçado, em 62 anos de vida não me lembro de ter visto cobertura de manifestação política do povo, tão divulgada e elogiada pela imprensa brasileira! Os mais velhos me dizem que na Marcha com Deus pela Liberdade em 64 foi assim. Naquela época eu só tinha 14 anos e não compareci. Mesmo se tivesse mais idade, não iria. Ela acabou deflagrando o Golpe de 64 e uma Ditadura horrorosa que atrasou o Brasil e durou mais de 20 anos. Com a extrema esquerda sonhando com uma revolução socialista e com a direita querendo, na marra, derrubar a Dilma e conseguir o que ela não consegue nas urnas, não sei onde tudo isso vai parar.
Espero que não seja em outro Golpe como em 64. Entre a Marcha de 64 e as manifestações de hoje, eu prefiro a das Diretas Já em 1984. Lá éramos mais numerosos e todos sabiam o que queriam e não escondiam de ninguém: o direito de, no voto, decidir o nosso destino! Como numa democracia!
FONTE: CARTA CAPITAL
sexta-feira, 26 de abril de 2013
28/04: DIA MUNDIAL EM MEMÓRIA DAS VÍTIMAS DE ACIDENTES DE TRABALHO
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) instituiu, em 2003, a data de 28 de abril como o Dia Mundial de Segurança e Saúde no Trabalho, em homenagem a 78 trabalhadores que morreram na explosão de uma mina nos Estados Unidos, em 28 de abril de 1969. A tragédia marcou a data como o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes do Trabalho, mas focando a luta na prevenção e na segurança no trabalho.
Quarenta e quatro anos depois daquele trágico acidente, a OIT estima que os acidentes e doenças do trabalho ainda matem cerca de dois milhões de trabalhadores por ano em todo o mundo. As mortes em consequência das doenças relacionadas ao trabalho são da ordem de 1,6 milhão, enquanto os acidentes de trabalho matam 360 mil. Do total de trabalhadores mortos, 12 mil são crianças.
As mortes por acidentes e doenças de trabalho no mundo superam até mesmo o número de vítimas de doenças epidêmicas como a AIDS.
No Brasil, segundo dados do Ministério da Previdência Social, em 2010 foram registrados 709.474 acidentes de trabalho, com o registro de 2.753 mortes. Já em 2011, os números foram superiores: 711.164 registros de acidentes de trabalho, com 2.884 mortes.
Isto representa que a cada dia acontecem 1.950 acidentes de trabalho, com oito vítimas fatais no país. Este número corresponde ainda a 14 acidentes fatais por ano semelhantes ao da tragédia da queda do avião no aeroporto de Congonhas em 2007, quando morreram 199 pessoas e houve grande comoção nacional.
Os acidentes de trabalho custam ao Brasil cerca de R$ 70 bilhões ao ano, gastos com benefícios às vítimas ou familiares. Este valor equivale quase ao orçamento do Ministério da Saúde para 2012, que chegou a R$ 91,7 bilhões para despesas com a rede de saúde pública em todo o país.
Segundo a classificação da OIT, o Brasil ocupa a quarta colocação em acidentes de trabalho no mundo. Os últimos dados apresentados são os relativos a 2009. Neles, verifica-se que o Brasil só perde para a Rússia, Estados Unidos e China. Vale ressaltar que os números devem ser ainda maiores, já que muitas vezes as empresas não fazem a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), exigida por lei, sem contar ainda os casos que podem ocorrer no mercado informal de trabalho.
Com o país em pleno crescimento econômico, poderíamos considerar natural que o aumento de emprego venha acompanhado de um número maior de acidentes no trabalho.
Mas, diante desses números tão expressivos, é preciso que as autoridades intensifiquem a fiscalização de forma preventiva e que as empresas invistam mais recursos na formação e conscientização dos trabalhadores, na busca da redução dos acidentes de trabalho.
É necessário ainda garantir a participação dos sindicatos de trabalhadores no processo de formação da mão de obra e no acompanhamento das fiscalizações que tratem de segurança e saúde dos trabalhadores nos locais de trabalho.
De: Geordeci Menezes de Souza (*), CNM/CUT, 23/04/2013
* Geordeci Menezes de Souza é secretário de Saúde, Previdência Social e Meio Ambiente da CNM/CUT e membro da mesa diretora do Conselho Nacional de Saúde
Quarenta e quatro anos depois daquele trágico acidente, a OIT estima que os acidentes e doenças do trabalho ainda matem cerca de dois milhões de trabalhadores por ano em todo o mundo. As mortes em consequência das doenças relacionadas ao trabalho são da ordem de 1,6 milhão, enquanto os acidentes de trabalho matam 360 mil. Do total de trabalhadores mortos, 12 mil são crianças.
As mortes por acidentes e doenças de trabalho no mundo superam até mesmo o número de vítimas de doenças epidêmicas como a AIDS.
No Brasil, segundo dados do Ministério da Previdência Social, em 2010 foram registrados 709.474 acidentes de trabalho, com o registro de 2.753 mortes. Já em 2011, os números foram superiores: 711.164 registros de acidentes de trabalho, com 2.884 mortes.
Isto representa que a cada dia acontecem 1.950 acidentes de trabalho, com oito vítimas fatais no país. Este número corresponde ainda a 14 acidentes fatais por ano semelhantes ao da tragédia da queda do avião no aeroporto de Congonhas em 2007, quando morreram 199 pessoas e houve grande comoção nacional.
Os acidentes de trabalho custam ao Brasil cerca de R$ 70 bilhões ao ano, gastos com benefícios às vítimas ou familiares. Este valor equivale quase ao orçamento do Ministério da Saúde para 2012, que chegou a R$ 91,7 bilhões para despesas com a rede de saúde pública em todo o país.
Segundo a classificação da OIT, o Brasil ocupa a quarta colocação em acidentes de trabalho no mundo. Os últimos dados apresentados são os relativos a 2009. Neles, verifica-se que o Brasil só perde para a Rússia, Estados Unidos e China. Vale ressaltar que os números devem ser ainda maiores, já que muitas vezes as empresas não fazem a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), exigida por lei, sem contar ainda os casos que podem ocorrer no mercado informal de trabalho.
Com o país em pleno crescimento econômico, poderíamos considerar natural que o aumento de emprego venha acompanhado de um número maior de acidentes no trabalho.
Mas, diante desses números tão expressivos, é preciso que as autoridades intensifiquem a fiscalização de forma preventiva e que as empresas invistam mais recursos na formação e conscientização dos trabalhadores, na busca da redução dos acidentes de trabalho.
É necessário ainda garantir a participação dos sindicatos de trabalhadores no processo de formação da mão de obra e no acompanhamento das fiscalizações que tratem de segurança e saúde dos trabalhadores nos locais de trabalho.
De: Geordeci Menezes de Souza (*), CNM/CUT, 23/04/2013
* Geordeci Menezes de Souza é secretário de Saúde, Previdência Social e Meio Ambiente da CNM/CUT e membro da mesa diretora do Conselho Nacional de Saúde
sexta-feira, 19 de abril de 2013
DIRETORAS DO SISPPMUG SE REÚNEM COM A ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL
Depois algumas reuniões adiadas a
direção do sindicato reúne-se com representantes da gestão municipal, mas não
consegue debater temas referentes ao reajuste salarial.
A reunião ocorreu na tarde ontem
(18), e contou com a presença das diretoras do Sindicato, Clair Simões
Rodrigues, Cristiane Wainer e Andréa Gauer; do diretor de Recursos Humanos,
Renato Virtuoso e do Secretário de Administração, Ivanês Joséfi. Foram
apresentados temas referentes as reivindicações dos Servidores Municipais. Em
relação ao orçamento do município, item essencial para o encaminhamento das
negociações referentes aos reajustas salariais, o Secretário de Administração,
informou que está sendo realizado uma série de estudos visando o planejamento
do orçamento para os próximos meses. Melhores informações sobre o processo de
negociação contínua com o paço municipal serão apresentados a todos os
Servidores Municipais na Assembléia Geral, que ocorrerá na próxima quarta-feira,
24, às 17:30hs na Câmara Municipal de Vereadores.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
DIRETORAS DO SISPPMUG PARTICIPAM DO IV ENCONTRO ESTADUAL DE CONSELHEIROS MUNICIPAIS DE EDUCAÇÃO DO PARANÁ
Clair Simões Rodrigues e Cristiane Wainer, presidente e tesoureira do SISPPMUG, participaram do IV Encontro Estadual de Conselheiros Municipais de Educação do Paraná, realizado pela União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação - UNCLE-PR, entre os dias 04 e 05 de abril, em Curitiba.
O evento aconteceu nos dia 4 e 5 de abril em Curitiba e reuniu aproximadamente 180 pessoas de diversos municípios do Paraná que possuem Conselho Municipal de Educação.
A abertura do evento que aconteceu no Salão de Atos do Parque Barigüi contou com a presença do Prefeito de Curitiba Gustavo Fruet, da Coordenadora da UNCME-PR e presidente do Conselho Municipal de Educação de Curitiba Everly Marques Canto, da Secretária de Finanças da Prefeitura Municipal Curitiba Eleonora Fruet, do Presidente do Conselho Estadual de Educação, Oscar Alves, da superintendente de Gestão Educacional da Secretaria Municipal da Educação de Curitiba Ida Regina Moro Milléo de Mendonça, e da presidente da UNCME Nacional Maria Ieda Nogueira.
O IV Encontro teve como objetivos a avaliação e discussão de temas educacionais, trocas de experiências sobre o funcionamento dos Conselhos Municipais de Educação, e deliberação sobre questões relativas à sua atuação e ao seu funcionamento.
Neste ano, com o tema "Conselhos Municipais de Educação: à busca da sua identidade", a UNCME-PR trouxe palestrantes como o Consultor do MEC para a CONAE e assessor do Instituto Paulo Freire, Genuíno Bordignon, o Secretário Executivo Adjunto do MEC, Francisco das Chagas Fernandes, a diretora do setor de Educação da UFPR, Andréa do Rocio Caldas, a Coordenadora Geral das Redes Públicas – DAGE/MEC, Clélia Mara Santos, o professor e pesquisador da UFPR Ângelo Ricardo de Souza e a presidente da UNCME Nacional Maria Ieda Nogueira.
Entre os temas trabalhados estavam: as Conferências de Educação Municipais, Estadual e Nacional, a formação de Conselheiros, o Regime de Colaboração entre federação, estados e municípios e a participação popular na formulação das políticas de educação.
Além das palestras e debates a UNCME-PR elegeu sua nova diretoria e coordenações das microrregiões as quais o Estado do Paraná está dividido.
Ao final do Encontro foi elaborada a Carta de Curitiba, com os principais pontos discutidos no evento.
A UNCME-PR é um órgão de representação estadual dos Conselhos Municipais de Educação dos municípios do Estado do Paraná e tem dentre suas finalidades: promover a união e estimular a cooperação entre os Conselhos Municipais de Educação do Paraná; buscar soluções para os problemas educacionais comuns e diferenciados dos Municípios paranaenses; articular-se com órgãos públicos e privados, tendo em vista o alcance dos objetivos educacionais previstos pela Constituição Federal e pela Constituição do Estado do Paraná; representar os Conselhos Municipais de Educação do Paraná perante os poderes públicos; estimular a educação como um dos instrumentos de redução das desigualdades sociais; incentivar e orientar a criação e a organização de Conselhos Municipais de Educação, como uma das estratégias fundamentais para a organização dos sistemas municipais de ensino; incentivar a formação dos Conselheiros Municipais de Educação para que, no desempenho de suas funções contribuam decisivamente para a melhoria da educação nos municípios paranaenses.
O evento aconteceu nos dia 4 e 5 de abril em Curitiba e reuniu aproximadamente 180 pessoas de diversos municípios do Paraná que possuem Conselho Municipal de Educação.
A abertura do evento que aconteceu no Salão de Atos do Parque Barigüi contou com a presença do Prefeito de Curitiba Gustavo Fruet, da Coordenadora da UNCME-PR e presidente do Conselho Municipal de Educação de Curitiba Everly Marques Canto, da Secretária de Finanças da Prefeitura Municipal Curitiba Eleonora Fruet, do Presidente do Conselho Estadual de Educação, Oscar Alves, da superintendente de Gestão Educacional da Secretaria Municipal da Educação de Curitiba Ida Regina Moro Milléo de Mendonça, e da presidente da UNCME Nacional Maria Ieda Nogueira.
O IV Encontro teve como objetivos a avaliação e discussão de temas educacionais, trocas de experiências sobre o funcionamento dos Conselhos Municipais de Educação, e deliberação sobre questões relativas à sua atuação e ao seu funcionamento.
Neste ano, com o tema "Conselhos Municipais de Educação: à busca da sua identidade", a UNCME-PR trouxe palestrantes como o Consultor do MEC para a CONAE e assessor do Instituto Paulo Freire, Genuíno Bordignon, o Secretário Executivo Adjunto do MEC, Francisco das Chagas Fernandes, a diretora do setor de Educação da UFPR, Andréa do Rocio Caldas, a Coordenadora Geral das Redes Públicas – DAGE/MEC, Clélia Mara Santos, o professor e pesquisador da UFPR Ângelo Ricardo de Souza e a presidente da UNCME Nacional Maria Ieda Nogueira.
Entre os temas trabalhados estavam: as Conferências de Educação Municipais, Estadual e Nacional, a formação de Conselheiros, o Regime de Colaboração entre federação, estados e municípios e a participação popular na formulação das políticas de educação.
Além das palestras e debates a UNCME-PR elegeu sua nova diretoria e coordenações das microrregiões as quais o Estado do Paraná está dividido.
Ao final do Encontro foi elaborada a Carta de Curitiba, com os principais pontos discutidos no evento.
A UNCME-PR é um órgão de representação estadual dos Conselhos Municipais de Educação dos municípios do Estado do Paraná e tem dentre suas finalidades: promover a união e estimular a cooperação entre os Conselhos Municipais de Educação do Paraná; buscar soluções para os problemas educacionais comuns e diferenciados dos Municípios paranaenses; articular-se com órgãos públicos e privados, tendo em vista o alcance dos objetivos educacionais previstos pela Constituição Federal e pela Constituição do Estado do Paraná; representar os Conselhos Municipais de Educação do Paraná perante os poderes públicos; estimular a educação como um dos instrumentos de redução das desigualdades sociais; incentivar e orientar a criação e a organização de Conselhos Municipais de Educação, como uma das estratégias fundamentais para a organização dos sistemas municipais de ensino; incentivar a formação dos Conselheiros Municipais de Educação para que, no desempenho de suas funções contribuam decisivamente para a melhoria da educação nos municípios paranaenses.
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